sábado, 25 de junho de 2011

PLASÊNCIA


Castelo Branco este ano foi palco das comemorações do Dia de Portugal e das Comunidades tendo trazido muitas realizações festivas e culturais, obviamente, fez convergir a esta cidade raiana muitos forasteiros para as cerimónias nacionais e, não só, mas também para a possibilidade de visitar algumas aldeias históricas deste distrito como Castelo Novo, Monsanto, Belmonte e Idanha-a-Velha, ou mesmo dando um salto aos nossos vizinhos espanhóis, aqui tão perto, à Estremadura Espanhola com possibilidade de visitar Placência ou Cáceres.

Assim, com o dia seguinte solarengo e temperatura amena, prestava-se para este tipo de passeios, a primeira paragem do circuito recaiu em Segura, vila raiana fronteira com Espanha, na ponte romana Segura sobre o rio Erges, réplica em miniatura da ponte de Alcántara construída pelo mesmo construtor e época séc. II d.c., unindo Segura à localidade espanhola de Piedras Albas.

Ponte Romana de Segura sobre o Rio Erges
Em território espanhol, à chegada a Alcántara, da herança romana temos umas das mais magníficas ponte romanas, a ponte romana de Alcántara. 

Construída entre os anos de 75 d.c e 104 d.c., por Caio Júlio César. Encontra-se num entalhe do rio Tejo, tendo 194 metros de comprimento e 71 metros de altura sendo composta por 6 arcos desiguais com 5 pilares. Sobre ela passava a calçada que unia Norba Caesarina (Cáceres) e Conimbriga (Condeixa-a-Velha), junto à ponte existe um pequeno Templo da mesma época. A ponte foi construída em honra do imperador Trajano e foi sufragada por vários povos lusitanos.

Ponte Romana de Alcántara sobre o rio Tejo
A manhã ia longa, a hora do almoço aproximava-se, depois de alguma procura e insistência pelas localidades de Brozas e Navas del Madroño, finalmente, encontrámos o que seria o nosso restaurante “ O Rei do Bacalao“ em Malpartida de Cáceres com gerência era de portuguesa. Restaurante acolhedor e aprazível, numa pequena povoação permitiu-nos recuperar e retemperar novas energias e forças para a restante jornada. Durante o almoço, decidimos acerca da continuidade da nossa escapadela, entre a visita a Cáceres ou a Plasência, optámos pela segunda já que ambos tínhamos já visitado Cáceres, deste modo, seguindo a A 66 - Rota da Prata, pouca distância percorrida eis-nos chegados ao nosso destino - Plasência

Esta cidade, foi fundada pelo rei Afonso VIII, em plena fronteira bélica entre as tropas cristãs e muçulmanas, no ano de 1186, se bem que este importante núcleo defensivo e suas terras envolventes, desde a Pré-História até à Idade Média, estariam ocupados por outras culturas.

Muralha Defensiva
Em 1196, os Almóadas, a mando de Abén Jucef a conquistariam, uma ano depois passariam novamente ao poder do rei Afonso VIII, ordenando finalizar as muralhas defensivas, em 1201. Dois anos depois da sua fundação, disporá de sede bispal com jurisdição sobre Medellín e Trujillo, bispado que séculos mais tarde ampliaria o velho templo românico, construindo-se a Nova Catedral ao longo do século XVI. Cidade de real até 1442, passou para as mãos de Pedro de Zuñiga por concessão do rei João II com o título de Condado, até que, em 1488, passou a governo municipal, contrário ao Duque Álvaro de Zuñiga, a cidade passaria para as mãos dos Reis Católicos.

Desde os finais do século XV, residiram na cidade a fina flor da realeza estremenha, que foram deixando através dos séculos um importante legado histórico-artístico magnificamente conservado até aos dias de hoje. 
  
Praça Central
Catedral de Plasência



Dia extremamente bem passado, música nas travessas e ruas repletas de pessoas, esplanadas  cheias de alegria pois realizava-se a festa da cerveja, mas teríamos de regressar a Portugal tomámos novamente a auto-via A-66 saindo  no nó de Coria e entrámos numa auto-via ainda em ampliação com acesso à nossa fronteira, perto de Coria saímos para a EX-108 em direcção a Moraleja de seguida tomaremos a EX-117 para Zarza la Mayor mas atenção que a poucos quilómetros desta localidade teremos de virar à direita para  a estrada que irá conduzir-nos à fronteira de Monfortinho (Portugal) a indicação desse desvio está muito junto a uns pinheiros com pouca visibilidade.