sábado, 25 de junho de 2011

ESCAPADINHA A PLASÊNCIA


Agora que as férias terminaram podemos aproveitar os bons fins de semana que se avizinham para uma escapadela e fugir do stress do dia a dia. Esta é uma boa opção para fazer turismo em cidades europeias, no novo conceito que dá pelo nome de “city short breaks”, para conhecer a diversidade de serviços em museus, locais de diversão e compras.

Proponho a visita à cidade espanhola de Plasência, segunda cidade em importância da província de Cáceres da região da Estremadura e situada no limite da “Raia”, ou fronteira, entre Espanha e Portugal, denominação geográfica e turística, em torno da qual durante séculos uma série de povoações e gentes de ambos os lados da fronteira partilham a mesma natureza como também as festas, gastronomia, parentesco, incluindo história comum, no caso da Estremadura com as regiões portuguesas do Alentejo e Centro. 

Esta região setentrional é dotada de excelentes serviços, assumindo-se cada como referência económico e sociocultural, fruto sem dúvida do espírito empreendedor e da cordialidade das suas gentes, que a torna como um dos mais importantes núcleos urbanos a norte da Estremadura, portanto, um motivo mais que evidente para uma escapadela de fim-de-semana e tudo isto aqui tão perto. Venham então daí comigo!

Foi conquistada aos árabes pelo rei Afonso VIII no ano de 1178, em plena zona de fronteira bélica entre as tropas cristãs e muçulmanas, muito embora este núcleo defensivo e terras ao redor fossem já habitados desde a Pré-História à Idade Média por outros povos e culturas.

Dois anos após da sua fundação era sede de bispado com jurisdição outorgada sobre outras povoações de grande importância à época como Medellín e Trujillo, e onze anos depois é-lhe concedido o escudo de armas “Ut placeat Deo et hominibus” (para agrado de Deus e dos homens), onde “Ut placeat” veio a originar Plasência.

Desde finais séc. XV, foi muito procurada e frequentada pela nobreza estremenha para a edificação de faustosas residências deixando-nos um importante legado histórico-artístico magnificamente conservado até aos dias de hoje. Com o decorrer dos séculos, vem assumindo um papel de relevância para a criação de riqueza na economia regional, nomeadamente, transacções agrícolas e comerciais, que ainda mantém vivas as suas tradições medievais e datas festivas como a que se celebra no início do mês de Agosto, a Terça-Feira Mayor, declarada Festa de Interesse Turístico Regional. 


Plasência – alguns locais de interesse a não perder
Catedral Velha (séc. XVII)
O destaque vai para a cúpula, de estilo de transição do românico e o ogival, sem esquecer a influência bizantina, o claustro rectangular de inspiração Cisterciense e a capela de S. Paulo, antiga Sala do Capítulo, de estilo românico-gótico com influências bizantinas e orientais, nesta capela a escultura da Virgem do Perdão e sobre esta capela a popular “Torre de Melão”.


Catedral Nova
Obra iniciada em finais do séc. XV e finalizada em finais do séc. XVI, no exterior três portais renascentistas de estilo plateresco e um românico, no interior três naves, um cruzeiro abobado em nervura, e o surpreendente Retábulo Maior, do séc. XVII, e em lugar especial a imagem em madeira do séc. XIII, da Virgem do Tabernáculo, a portada de influência florentina da entrada da Sacristia, o sepulcro do bispo Pedro Ponce de Léon, amigo e conselheiro do rei Filipe II, junto ao Altar Maior, o Altar das Relíquias do séc. XVIII e a nave da Epístola, o Coro com cenas do Antigo e Novo testamento e figuras animais, que originalmente pertencia à antiga Catedral e transferida para o seu espaço actual em 1567.


Muralhas e Portas
As muralhas datam da fundação da cidade, finais do séc. XII e início do séc. XIII, e das 71 torres que chegou a ter conservam-se hoje em dia 27 portas com destaque para a Porta do Sol, Porta de Trujillo, Porta de Berrozana e Porta de Coria.


Porta do Sol
Reformada nos finais do séc. XV, a mais conhecida de toda a cidade, tem no topo a imagem da Virgem da Paz e o escudo dos Reis Católicos.
Porta de Trujillo
Nela se situa a Ermida da Saúde, ainda conserva da porta velha sua abóboda de canhão o escudo dos Reis Católicos, mais conhecida popularmente como o “Canhão da Saúde”.


Porta de Berrozana
Restaurada nos finais do séc. XVI, sobre a qual se situa a estátua de S. Miguel e um escudo dos Reis Católicos.
Aqueduto de S. Antón (séc. XVI)
Casa-Palácio dos Monroy ou das Duas Torres
O Palácio mais antigo de Plasência com fachada românica, construção do séc. XIII, e alojamento entre outras personagens, o rei Fernando o Católico e São Pedro de Alcántara.
Palácio de Carvajal-Girón (séc. XVI) – na Praça Ansano e rua Zapateria
Palácio dos Condes de Torrejón e Doutor Trujillo, anexo à Casa de Deán (actualmente Palácio da Justiça)
Palácio dos Marqueses de Mirabel (séc. XV)


Palácio Episcopal
Igreja de S. Nicolau (séc. XIII)
A Praça Maior e o Palácio Municipal
Palácio construído no séc. XVI em estilo de transição entre o gótico e o renascentista com dupla arcada, à esquerda o escudo de Carlos V. No campanário o “Avô Mayorga” que dá as horas aos Plasiences. Nesta praça cercada por galerias, semanalmente, a cidade e a comarca celebram um original e interessante mercado, que nos faz regressar a tempos medievais.



Tour 1 (pela fronteira das Termas de Monfortinho) - MoralejaCoria, Grimaldo e Portezuelo
Coria (Muralhas Romanas com diversas portas, entre elas de Guia; Ponte (séc. XVIII) s/ o rio Alagón; e Catedral)
Grimaldo (Castelo Quadrado dos Trejo)
Portezuelo (castelo (séc. XII), construído pelos Almóades; e a Ponte Romana de Alconétar)

Tour 2 - Hervás, Aldeianueva del Camino, Zarza de Granadilla, Vilar de Plasência
Aldeianueva del Camino (calçada romana e miliário)
Zarza de Granadilla (Castelo)
Vilar de Plasência (cidade romana de Cáparra (Capera), miliário, Arco e ponte romana (3 arcos) 
Oliva de Plasência (vestígios da antiga cidade em casas e ruas)

Tour 3 (pela fronteira de Segura) – Alcántara, Zarza la Mayor, Moraleja
Ponte Romana de Alcántara


Igreja Nssa Sra de Almocóvar de Alcántara


Igreja S. Pedro de Alcántara e Estátua


Zarza la Mayor (EX-117) - (Igreja de S. Andrés (séc. XVI/XVII); Castelo de Penafiel (séc. XV/XVI); e Fonte Conceja (extremo da povoação)








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