segunda-feira, 4 de março de 2019

ROMA E VATICANO

Quantas vezes nós dizemos “todos os caminhos vão dar a Roma” segundo o antigo ditado exaltando a grandiosidade e a importância da cidade. Pois bem, seja qual for o caminho escolhido para atingi-la a qualquer visitante é-lhe oferecido a possibilidade de admirar e de estudar um património histórico, artístico e monumental de valor universal como foi a Civilização Romana que juntamente com a Grega foi o berço da Civilização Ocidental. Se os Gregos se notabilizaram na literatura, na arte, na filosofia e na vida espiritual, num conceito de harmonia e beleza, os Romanos, dedicaram-se principalmente à política, à administração, à organização do império marcado pela grandeza e de potência que deslumbrará o visitante na sua ida aos Foros, aos Anfiteatros, às Basílicas e aos Arcos Triunfais.

A História quis que, mesmo após a queda do Império Romano, Roma conservasse o papel de mestra de civilização e de centro cultural e moral do mundo, tornando-se a capital da Cristandade e sede do sucessor de Pedro. Foi precisamente por obra do Papado que a cidade voltou a exprimir em época renascentista uma actividade cultural e artística que não havia desde a antiguidade, na máxima expressão na edificação da nova Basílica de S. Pedro e no conjunto dos Palácios Vaticanos com as incomparáveis obras-primas de Bramante e Michelangelo.

A cidade de Roma é, portanto, a testemunha por excelência da longa história do Ocidente e do fascínio eterno que a cidade emana de cada ruína e de cada obra de arte.

Roma é servida por dois aeroportos internacionais. O Leonardo da Vinci – conhecido por Fiumicino – é o maior e lida com maioria dos voos regulares distando cerca de 30 km da cidade. A partir de Fiumicino, existem dois tipos de comboios para Roma: um (8,00€) sai a cada 15-30 minutos para a estação Fara Sabina, com paragem em Trastevere, Ostiense, Tuscolana e Tiburtina, mas não em Termini. O outro comboio, conhecido por “Leonardo Express”, é mais rápido e mais caro (14,00€), rumo sem paragens até Termini a cada meia-hora. No caso da bilheteira estar encerrada, existem máquinas de venda automáticas (com instruções em diversas línguas) devendo especificar o comboio pretendido.

O outro aeroporto que serve Roma é o Giovanni Battista, conhecido por Ciampino, a cerca de 20km da cidade, sendo utilizado pela maioria dos voos charter e das companhias low-cost. A forma mais rápida de chegar ao centro de Roma é através dos serviços privados de autocarros Terravision, Atral/Schiaffini ou SITBusShuttle. Os autocarros seguem directamente para a estação Termini e os bilhetes custam entre 4€ e 6€ só ida, sendo adquiridos no próprio autocarro ou online. Existe ainda uma opção mais barata é seguir nos autocarros Cotral para a estação Anagnina Metro e depois de metro até Termini. Os bilhetes (1,50€, mais 1,50€ por cada mala grande) são adquiridos no autocarro.

A tarefa onde ficar é bem mais facilitada devido à grande oferta hoteleira para todos os gostos e carteiras, tudo circunscrito à Termini com acesso a todos e diversos os transportes e aos locais turísticos de maior interesse. A minha opção recaiu numa unidade hoteleira de tipo familiar, localizada na zona residencial bem tranquila e sossegada de Coppede, a cerca de 20 minutos a pé da Termini, na Via Chiana.

A deslocação em Roma foi sempre andar a pé onde se pode circular livremente pelo centro histórico apreciar os pormenores arquitectónicos, ir para onde quiser e espreitar qualquer recanto, igreja, loja ou bar, a única excepção foi quando fui ao Vaticano me socorri dos transportes públicos. Existirão de certeza diversas formas de abordagem na visita à cidade, o centro de Roma, a Roma Antiga, a Roma Monumental, o Vaticano, as Basílicas, contudo, preferi levar a cabo uma abordagem diferente explorando-a área por área pelos locais e monumentos antigos mais relevantes, socorrido com mapa da cidade útil para orientação.

Para a entrada nos sítios arqueológicos adquiri o “Arqueologia Card Intero” por 23€ com validade para 7 dias consecutivos, evitei deste modo grandes filas e longas horas de espera permitindo acesso facilitado através de um corredor específico aos locais, também poderá ser obtido on-line, possibilitou o acesso aos seguintes locais:

Coliseu
Foro/Palatino
Termas de Caracala
Termas Diocleciano e Museu Nacional Romano
Palácio Máximo
Palácio Altemps
Cripta Balbi
Mausoléu de Cecília Metella e Villa dei Quintili

1º DiaEsquilino, Laterano, Caracalla

Basílica Santa Maria Maggiore
Praça Vittorio Emanuele II
Arco di Galeno?
Igreja San Pietro in Vincoli

Basílica S. João in Laterano
Scala Santa e Sancta Sanctorum
Porta Asinaria
Aqueduto de Nero e Túmulo dos Libertos
Porta Maggiore
Túmulo do Padeiro
Igreja Santa Cruz in Gerusalemme
Anfiteatro Castrense
Igreja S. Clemente

Basílica S. João e S. Paulo
Arco Dolabella
Igreja S. João a Porta Latina
Muralha Aureliana e Porta de S. Sebastião
Arco de Druso
Túmulo dos Cipião
Termas de Caracala

2º DiaForo Imperial, Palatino, Aventino








em execução

quinta-feira, 12 de abril de 2018

ATENAS UM ROTEIRO PARA 8 DIAS


Atenas, cidade cosmopolita e capital do estado grego, fica na Ática, e Ática é a parte da Grécia que fica a sul de Stereá e banhada pelo golfo Sarónico. O nome advém de “Atena”, deusa do conhecimento e da sabedoria. Aqui nasceu a democracia. Aqui foi criada a obra-prima da arquitectura – o Pártenon. Na consciência do todo o mundo civilizado Atenas é símbolo da liberdade, da arte e da democracia, as suas memórias nunca se apagam é ver a sua história reviver. No seu centro dominam duas colinas, a Acrópole, com os monumentos da época de Péricles, e da Lycabeto com a sua pitoresca igrejinha de S. Jorge.

Atenas é hoje uma cidade, viva e frenética, moderna e romântica. Com as ruas e praças repletas de vida mas também com becos remotos, vizinhanças sossegadas e isoladas como a Plaka e Mets, nos restaurantes e tabernas podemos saborear a riquíssima gastronomia grega; nas casas de espectáculos nocturnos, nos pubs, clubes e bares a diversão é total e permanente até ao raiar do dia porque em Atenas a festa quase nunca acaba. O Pireu é o porto marítimo da Grécia desde a Antiguidade, hoje no mesmo lugar onde se encontrava a cidade antiga é o grande centro marítimo e financeiro não só da Grécia mas de todo o Mediterrâneo, diariamente partem ferrys que ligam a capital a todos os cantos da Grécia Insular e ao estrangeiro. O Pireu fica a sudoeste de Atenas, a quase 10 quilómetros do seu centro, a ligação faz-se através de autocarros e metropolitano, os seus portinhos naturais, Mikrolimano, Pasalimani, Marina Zea e Freatida são lugares animados e muito turísticos.


Saímos de Lisboa pela meia-noite em voo directo de quatro horas mais a diferença horária aterrando no aeroporto internacional “Eleftherios Venizelos”, em Atenas, pelas 6,30 horas da manhã, já no exterior do aeroporto existem duas opções para se chegar ao centro da cidade; autocarro X95 até à Praça Syntagma por 6,00€ com a duração da viagem em cerca de uma hora em função do tráfego rodoviário, ou o autocarro X96 ao porto do Pireu, ou ainda através da rede de Metro de Atenas, linha 3 (azul), com a ligação à linha 2 (vermelha) em Syntagma e linha 1 (verde) ao Pireu na estação de Monastiraki, custo do bilhete 9,00€ por pessoa. Para o efeito está disponível no aeroporto folheto informativo sobre a rede de transporte público do aeroporto ao centro da cidade e áreas suburbanas.



Apanhámos o metro para o centro da cidade rumo ao Economy Hotel localizado numa rua traseira à Câmara Municipal de Atenas, onde nos foi permitido deixar as malas de viagem em segurança até à possibilidade de efectuarmos o “check-in”, deste modo, a ficamos em condições para fazer a primeira incursão pela cidade, para tal, é imprescindível precaver-nos de alguns artigos, mapa da cidade, uma garrafa pequena de água facilmente adquirida em máquinas dispersas um pouco por todo o lado, roupas simples e frescas, um par de sandálias ou de sapatos confortáveis, evitando-se qualquer tipo de saltos altos em todos os sítios arqueológicos. Em caso de calor extremo quando as temperaturas sobem acima dos 39º, prevenindo-se os casos de insolação e desidratação, por decisão do Ministério Helénico da Cultura e Desportos, os horários de abertura e fecho dos sítios arqueológicos sofrem ajustamentos, devemos por isso consultá-los previamente, por fim, o bilhete de ingresso aos locais arqueológicos só pode ser adquirido nas bilheteiras oficiais instaladas nos locais, de um modo geral, o preço do bilhete adquirido individualmente é mais dispendioso, contudo, existe uma modalidade bem mais económica válida para cinco dias por 30,00€ com acesso aos seguintes locais:

Ágora Antiga de Atenas e Museu
Ágora Romana de Atenas
Biblioteca de Adriano
Sítio Arqueológico de Kerameikos e Museu
Templo de Zeus Olímpico
Sítio Arqueológico de Lykeion/Liceu de Aristóteles
Acrópole de Atenas e Encostas Sul e Norte

1º Dia 

O primeiro dia à descoberta de Atenas começou perto do nosso hotel pela rua Athinas com a visita ao enorme Mercado Central (Varvakeios Agora), ao fundo, o bairro Monastiraki (significa “pequeno mosteiro”), outrora, neste local existia uma igreja e um mosteiro, a actual é do século XVII, Igreja de Pantánassa ou da Dormição da Virgem, valendo bem uma visita mas do seu mosteiro e dos edifícios circundantes foram destruídos perdurando só o nome de outrora até aos nossos dias. Monastiraki é uma zona antiga e distinta, de ruas estreitas e irregulares, de pequenos edifícios característicos dos tempos dos Otomanos, nesta praça histórica, a zona mais “in” da cidade, a Mesquita Tzistaraki, a Biblioteca de Adriano e, de particular interesse o edifício neoclássico, a estação de metro completamente renovado. 



Mesquira Tzistaraki (ano 1759)


Igreja Bizantina de Pantánassa (séc. X) 


Edifício Neoclássico – estação de Metro


Nas bancas dos vendedores de rua ou nas pequenas lojas das ruas centrais, da Adrianou, da Pandrosou, da Ifaistou, da Thiseiou, da Ayiou Filippou, da Astigos, da Ermou, podemos encontrar qualquer coisa, de sapatos a roupas, de móveis antigos e novos, de livros a revistas antigas, de lembranças, de jóias, de chapéus, de discos de vinil a CDs novos e usados, obviamente, instrumentos gregos tradicionais (bouzoukis, touberleki) é entre as ruas Metropoleos, Athinas a Stadiou, o coração do antigo centro histórico e comercial, uma área pedonal bastante tranquila com mais de 2500 lojas de venda de grande variedade de produtos, numerosos cafés, modernos restaurantes e pequenos bares.

A verdejante Ágora da Antiga Atenas é um bom local para se passear e ao mesmo tempo imaginarmos a agitação que outrora aqui reinou, está localizada no sopé da Acrópole, foi fundada no século VI a.C., era o coração da cidade durante 1200 anos e centro de toda a actividade cívica, política, comercial, religiosa, artística e filosófica, onde Sócrates se dirigiu ao seu público, a democracia nasceu e que S. Paulo pregou.

Theseion – Templo de Hephaistos, construído em 460-415 a.C., é o mais bem preservado templo clássico da Grécia dedicado a Hefesto e Atena, não a Teseu. O friso retrata os feitos de Teseu e Hércules.


Monumento aos Heróis de Epónimos, datado do século IV a.C., tinha estátuas de bronze de cada um dos dez heróis tribais da Ática.


Templo de Apollo Patroos e Templo de Zeus


Stoa de Átalos, construção de dois pisos, foi doada pelo rei Átalo II de Pérgamo (159-138 a.C.) à cidade de Atenas, hoje é um Museu que exibe os achados da Ágora de Atenas.



Stoa Basileios, construída em 500 a.C., da rua Adrianou têm-se boas vistas para as ruínas.

Odeão de Agripa, construído por Agripa no ano 15 d.C., albergava 1000 espectadores e tinha um pórtico de dois andares. No ano 267 d.C. foi destruído, mais tarde, em 400 d.C., foi construído um Ginásio no seu local. A norte, das quatro grandes estátuas recuperadas do Odeão, restam três, um Gigantes e dois Tritões colocadas em pedestais.



Tholos, edifício circular, cuja tradução é “colmeia”, comité executivo composto por 50 membros do primeiro Parlamento.


Nymphaion, ruínas de um fontanário do século II d.C., são ainda visíveis, apesar da construção de uma igreja bizantina sobre ele no século XI



Relógio de água


Via Panatenaica


Igreja dos Santos Apóstolos


Altar a Zeus


Conduta de água 


Muralha Romana e Porta à Ágora Romana



Estruturas Romanas entre a Ágora Antiga e à Ágora Romana




2º Dia 

Para rentabilizar bem o segundo dia aproveitando o fresco da manhã, bem cedo deixamos o hotel rumo à sumptuosa Biblioteca de Adriano, assemelhando-se a um luxuoso fórum, construído por Adriano no ano 132 d.C., no espaço existiam anfiteatros, salas de música e um teatro. 

Tetraconch Church



Propyleu


Igreja de Saint Asomatos “Sta Skalia”


Biblioteca de Adriano (Auditoria)



Não muito distante a Ágora Romana, um complexo arquitectónico construído entre o ano 19-11 a.C., consistia num campo largo rectangular com colunatas “stoas”, onde várias lojas estavam localizadas no interior e uma das entradas orientais para o mercado, o Propileu Oriental. Uma Torre Octogonal denominada por Torre dos Ventos, construção do séc. I a.C., pelo astrónomo sírio Andronikos Kyrrhestas, era um relógio hidráulico. Em cada face do relógio podem ser vistos baixos-relevos dos oito ventos no exterior, e no interior uma clepsidra movida pela corrente de água da Acrópole. Uma latrina pública com 68 lugares, denominada Vespasianae, construção do séc. I d.C., era edifício rectangular, com um pátio no meio, com bancos com buracos alinhados nos quatro lados e um canal de esgoto. A monumental entrada ocidental para o fórum com quatro colunas, a Porta de Archegetis e a Inscrição de Júlio César e Augusto, foi construída no ano 11 a.C. por estes imperadores e dedicada pelo povo de Atenas à deusa Athena. A inscrição está tão esbatida que só pode ser vista ao meio-dia, devemo-nos colocar no exterior do fórum e olhar para o topo da entrada. A Mesquita Fethiye, na ocupação otomana, em 1456, os turcos construíram esta mesquita sobre as ruínas de uma igreja paleocristã.

Torre dos Ventos (séc. I a.C.)


Porta de Athena Archegetis (ano 11 a.C.)


Propyleu Oriental


Agoranomeion (ano 50 a.C.)


Vespasianae – Latrina (séc. I d.C.)


Stoa do Forum


Basílica Paleocristã


Mesquita Fethiye (séc. XV)


Depois dum merecido e repousante almoço em Monastiraki num dos muitos restaurantes, descemos a rua Adrianou em direcção a outro local fascinante a não perder Kerameikos, localizado a noroeste Atenas, bairro dos antigos oleiros, o nome vem de Keramos, deus patrono da cerâmica, segundo escritores antigos evoca um antiquíssimo grupo de olarias nas margens do rio Iridanos que atravessa este local.

O sítio arqueológico para além da Muralha primitiva que rodeava toda a cidade de Atenas, erigida em 478 a.C., por Temístocles, contém vestígios de dois dos mais conhecidos arcos da antiga Atenas. O Dipylon e a Porta Sagrada, maior porta da entrada principal de Atenas e da Grécia Antiga, aqui convergiam as estradas de Tebas, de Corinto e do Peloponeso, a Via-Sacra, reservada a peregrinos e sacerdotisas durante a procissão passavam por esta bem preservada porta até Elêusis, tendo sido durante 1400 anos um dos lugares mais sagrado da Grécia onde milhares de peregrinos participavam nos Mistérios de Elêusis, ritos dedicados a Démeter, deusa da Natureza, e à sua filha Perséfone, e o Pompeion local na preparação de procissões festivas e religiosas, em particular a procissão Panatenaica Anual. Na vizinhança dos arcos o mais antigo e o maior cemitério da Ática, os Túmulos dos Guerreiros, altas e redondas elevações tumulares ao longo da Via-Sacra do século VII a.C., homenageavam heróis guerreiros, saliento, o Touro de Mármore do túmulo de Dionísio de Kollytos, o túmulo de Dexileos de marfim, de um jovem cavaleiro que morreu em 394 a.C., a Estela Funerária de Hegeso, onde a falecida está sentada a tirar uma bugiganga de uma caixa, o original está no Museu, e o Santuário dos Tritopatores, não se sabe quem eram, mas poderiam ser representações das almas dos mortos e adorados. Antes de sairmos do local convém não perder a visita ao pequeno Museu Oberlander, situado à entrada, que está repleto de achados interessantes, dos originais das sepulturas e de fragmentos de olaria com cenas eróticas de um bordel.

Muralha exterior de Atenas (ano 478 a. C.)



Porta Sagrada e Via Sacra, Pompeion e Dipylon (fundo)



Grande Canal (rio Iridanos)


Pequeno Santuário


Pompeion



Dipylon



Túmulos dos Guerreiros (séc. VIII a.C.)



Túmulo de Dionísio de Kollytos



Túmulo de Dexileos em marfim


Estela Funerária de Hegeso (séc. V a.C.)


Museu Oberlander




3º Dia

Seguindo a cronologia da vinheta apensa ao bilhete de ingresso o terceiro dia em Atenas estava destinado ao Templo de Zeus Olímpico e ao sítio arqueológico de Lykeion.

No trajecto passámos pelo Museu Histórico de Atenas, edifício neoclássico que serviu de antigo Parlamento Grego, o edifício é conhecido por Palaia Vouli, atalhando caminho, bem no meio da rua comercial de Ermou, a Agia Kapnikarea, capela dedicada à Virgem Maria, foi construída no século X sobre as ruínas de um templo antigo a uma deusa, não muito distante, a enorme Mitropoli Catedral de Atenas e a pequena Panagia Gorgoepikoos, construída no século XII sobre um templo antigo com as paredes de relíquias romanas e bizantinas em mármore, isto, no bairro mais antigo abaixo da Acrópole nas sinuosas vielas medievais da Plaka. 

Museu Nacional de História (Antigo Parlamento Grego)


Kapnikarea (capela do séc. X, no meio de rua comercial de Ermou)


Mitropoli Catedral de Atenas


Panagia Gorgoepikoos (séc. XII)


Outro local a não perder é uma pequena praça repleta de restaurantes e esplanadas a ladear o Monumento Lysikrates, construído no ano 335-334 a.C., na antiga estrada de Tripods que ligava a Antiga Ágora ao Santuário e ao Teatro de Dionísios, é um monumento circular com seis colunas Coríntias e decorado com frisos em mármore de cenas da vida de Dionísios. Ao fundo da rua Lysikratous, o Arco de Adriano, o Templo de Zeus Olímpico e o Vale Ilissos, a entrada para o sítio arqueológico é pela Avenida Vasilissis Olga.

Monumento Lysikrates (ano 335-334 a.C.)


Templo de Zeus Olímpico (ano 124 – 132 a.C.)



Arco de Adriano (ano 131 – 132 a.C.)


Termas Romanas (ano 124 -131 a.C.)


Ruínas de habitações (séc. V a.C. – séc. II d.C.)
Basílica de Olympieion (ano 450 d.C.)
Porta da Muralha de Temístocles (ano 479 – 478 a.C.)

No Vale de Ilissos, na altura da minha passagem era uma área não acessível ao público

Muralha Valeriana (ano 256 – 260 d.C.)
Templo de Apollo Delphinios e de Ártemis Delphinia (ano 450 a.C.)
Tribunal no Delphinion (ano 500 a.C.)
Templo de Kronos e Rhea (ano 150 d.C.)
Templo de Zeus Pan-Helénico (ano 131 – 132 d.C.)
Portas da Muralha de Temístocles


Terminada a visita nada melhor que um repousante descanso no fresco do Jardim Nacional & Zappeio bastando para tal atravessar a avenida, conhecido como Jardim Real da rainha D. Amália com muitas plantas exóticas e domésticas pontuado por muitas estátuas, tem um lago, um pequeno zoo e um parque infantil. 



Não muito distante o Estádio Kallimarmaro mas nome oficial deste estádio é Panatenaico com capacidade de 70.000 lugares, foi construído em 330 a.C., para os Jogos Panatenaicos, para a visita é necessário adquirir bilhete de ingresso pois não está incluído no pacote.


Em frente ao estádio, ao subirmos a Irodou Attikou, pela rua lateral ao jardim, passaremos pelas residências oficiais do primeiro-ministro e do Presidente da Grécia que entroncará com a Avenida Vasilissis Sofias onde se situam o Museu de Arte Cicládica, o Museu Benaki, o Museu Bizantino e o Museu da Guerra. É, precisamente, inserido no Museu Benaki, um espaço recentemente adquirido e requalificado a nossa próxima visita, o Lykeion, o Liceu de Aristóteles ou Ginásio que contrapunha com o de Platão.




Museu Bizantino


Cisterna


Túmulo (séc. VII a.C./VI a.C. a séc. III d.C./VI d.C.)


No regresso ao hotel passámos pelo centro da Atenas moderna, o edifício do Parlamento e a Praça Syntagma, sendo inevitável visitar a estação de Metro de Syntagma tem tanto de museu como de eixo de transportes, mas a principal atracção é a parede de vidro exibindo o espólio de valiosas peças aqui encontradas aquando das escavações para alargamento da rede do metro, o qual inclui dois cemitérios. Mais à frente, na Avenida Vasilissis Amalias, as Termas de Adriano, terminando desta forma a nossa jornada.



4º Dia

O quarto dia foi destinado para atacarmos a Colina Areopagus e a Acrópole, finalizando a vinheta nos locais previstos e cuja validade era de cinco dias. Deixo aqui uma observação de que a Acrópole como é espectável atrai muitos visitantes e muitos autocarros e face à grande afluência principalmente de manhã perde-se muito tempo no acesso à Acrópole, por isso, a melhor altura é fazê-lo à tarde.



Propyleu (ano 437 – 432 a.C.)


Pedestal - Monumento a Marco Agripa (ano 27 a.C.)
Templo de Atena Nike (ano 420 a.C.)
Caminho Panatenaico
Pártenon – templo do século VI a.C. mas foi construído e decorado (ano 447 – 432 a.C.)



Erectéion (ano 420 – 406 a.C.) e Pandroseion



Teatro de Herodes Ático


Teatro de Dionísio (ano 161 d.C.) com capacidade de 17.000 espectadores



Novo Museu da Acrópole




Era o nosso quarto dia em Atenas e domingo, ou seja, dia de se presenciar ao render da Guarda na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento Grego no Monumento ao Soldado Desconhecido, de sentinela e no exterior estão os “evnozes”, soldados que marcham de um lado para o outro em trajes tradicionais, saias curtas e sapatos com pompons, às horas certas do dia é realizada mudança dos guardas ao monumento do Soldado Desconhecido mas o desfile com toda pompa e circunstância só se realiza aos domingos pelas 11h,00 tendo uma duração de cerca de uma hora mas é conveniente estarmos no local a partir das 10h,30 devido à grande afluência de público.



À tarde, facilmente chegamos ao Porto do Pireu de metro, abandonado após um glorioso nascimento antigo, só voltando a desenvolver-se em 1834, tornou-se no principal centro industrial, o Pireu é a porta de Atenas para as ilhas e é hoje o terceiro maior porto do Mediterrâneo.

Duas baías a não perder, a Pasalimani, a grande baía circular rodeada por imponentes edifícios modernos, foi a principal base naval grega no século V a.C., o antigo porto Zea podia acomodar 196 trirremes, hoje ancoram majestosos iates e veleiros e, a Mikrolimano, conhecida pelos excelentes restaurantes de peixe, os antigos que guardavam aqui os seus barcos acreditavam que estavam protegidos pela deusa Ártemis tendo recebido no início o seu nome. 




5º Dia

A particularidade do quinto dia foi aguardar no átrio do hotel o autocarro de turismo que nos levaria Delfos, distando apenas a duas horas de Atenas, Delfos é um destino turístico favorito por excelência, declarado Património Mundial pela UNESCO.

E, como ir de Atenas a Delfos? Por autocarro através da KTEL, a viagem tem a duração de cerca 2horas 50 minutos e tem o custo de 25,00€ por pessoa, o bilhete de entrada no sítio arqueológico e museu é 12,00€ por pessoa, em alternativa, a mais recomendada é através de autocarro por agência com guia no idioma preferido, solicitando-se nas recepções dos hotéis pois estes têm um intercâmbio entre eles, o preço inclui a viagem, entrada no sítio arqueológico e museu, sendo de 90,00€ por pessoa sem almoço e de 105,00€ por pessoa com almoço, a recolha e a largada dos passageiros é feita nos diferentes hotéis, a saída está prevista pelas 8 horas.

Aqui, o lendário Oráculo expressava as suas profecias, contando a Édipo, entre outros, o seu terrível destino. Os arredores de Delfos estão cheios de beleza e oportunidades para nadar, caminhar e esquiar, onde a Mitologia e História se encontram numa paisagem deslumbrante que deixa qualquer visitante sem fôlego, uma grande rede hoteleira, restaurantes e lojas modernas, localizada entre a montanha e mar, constitui a base ideal para a descoberta do verdadeiro coração da Grécia.

Na Antiguidade, Delfos foi o mais importante oráculo Pan-Helénico e um dos locais mais sagrados do mundo, aqui, reis, políticos e generais reuniam-se para um oráculo favorável do deus Apollo. O seu primeiro assentamento remonta ao período Micênico (séc. XIV-XII a.C.) mas o Santuário atingiu o seu auge por volta do século IV a.C./séc. IV d.C. com os Jogos Pythianos constituindo seu ponto de referência. Os monumentos mais importantes do sítio arqueológico são os seguintes:

Via Sacra esta estrada reconstitui a rota que Apollo seguiu até Delfos e termina no templo a ele dedicado, desde a entrada do recinto até ao Templo de Apollo


Templo de Apollo (séc. IV a.C.), dentro do qual foi o santuário, sede do Oráculo de Delphi


Tesouro dos Atenienses (finais do séc. VI a. C., início séc. V a.C.), abrigava as ofertas para Apollo


Bouleuterion (ano 600 - 500 a.C.), ao lado do Tesouro dos Atenienses

Tesouro dos Sífinios, estrutura de mármore semelhante a um templo, as estátuas estão no Museu

Anfiteatro (séc. IV a.C.) com capacidade para 5.000 lugares


A Cúpula, edifício circular (ano 380 a.C.)

Estádio (séc. V a.C.),renovado por Herodes Atticus (séc. II d.C.)


Fonte Castaliana

Museu Arqueológico de Delfos




6º Dia

Os dias previstos para a nossa estada em Atenas praticamente estão se esgotando faltando imprescindivelmente o Cabo Sounio mas como ir de Atenas para Cabo Sounio na opção mais económica? Essa será como é óbvio de autocarro público da empresa KTEL Fokidas com a paragem terminal na Avenida Alexandras em Areos Park, a viagem é cerca de 90 minutos percorrendo a Costa da Ática com as melhores praias da região, de Glyfada a Vouliagmeni coroando na península no Cabo Sounio, no Templo de Posídon. O bilhete adquire-se no interior do autocarro e o preço é de 6,90€, o cuidado a ter é ao horário do último autocarro para regresso a Atenas, para o efeito deve-se consultar o horário disponibilizado e fornecido pela empresa que se encontra afixado na paragem:

Atenas-Sounio - 7h, 8h,10h, 11h, 13h, 14h, 15,30h e 17h
Sounio-Atenas – 8h, 10h, 11h, 13h, 14h, 16h, 17h, 19h, e 20h


Fazendo a pé o percurso ao local da saída do nosso autocarro nos levará ao Cabo Sounio, outros edifícios merecem a referência como, Academia das Artes e a estátua de Apolo no topo de coluna Iónica, a Biblioteca Nacional e o Museu Arqueológico Nacional de Atenas, terminando em Areos Parque com registo para a estátua de Atena e a estátua equestre do rei Constantino.




A viagem termina muito perto do sítio arqueológico e o ingresso é de 8,00€. O local dispõe ainda de esplanada-restaurante para que o visitante possa retemperar energias e apreciar o nostálgico local para mais tarde o regresso a Atenas ou continuar viagem a Lavrion.

A península de Sounio era habitada desde a Pré-história, e parece haver alguma forma de culto desde o período Micénico, já que Homero é o primeiro a descrever Sounio como “sagrado”, relata que na viagem de volta de Tróia, Menelaus aqui enterrou seu timoneiro Phrontis.

A construção do Templo de Posídon e do Propileu são do início do século V a.C., destruído durante a invasão persa, antes que pudesse ser concluído. Entretanto, outro templo dórico em mármore com 6x13 colunas foi erigido no mesmo local. As figuras que compunham o friso acima da “cella” e partes deste, presentemente, estão no Museu de Lavrion.

Em 412 a.C., na guerra do Peloponeso, os Atenienses reforçaram a fortaleza que ocupava uma posição estratégica, de onde a cidade-estado de Atenas controlava passagem do Mediterrâneo para o mar Egeu e Pireu, seu porto central, bem como a península de Lavrion, e as ricas minas de prata. Por diversas vezes perdido para os Macedónios foi finalmente reconquistado pelos Atenienses, no ano 229 a.C..


O santuário de Atena localiza-se numa colina a 400 metros ao norte do promontório. Dois templos a Atena são preservados dentro do recinto poligonal, um menor e mais antigo, do ano 600-550 a.C., consiste de uma cela rectangular com duas colunas Dóricas na frontaria, nas traseiras da “cella”, a base da estátua de culto de Atena, e um pequeno altar na frente do templo. Mais tarde, foi destruído pelos persas, e um templo novo e maior foi construído, semelhante ao anterior, mas com duas colunatas Iônicas adicionadas a leste e sul. Um recinto circular irregular perto dos templos está identificado com sendo o santuário de Phrontis, mencionado em Homero. 



7º Dia 

O último dia foi para a incursão à Colina de Filopappos, por um caminho de labirintos em encosta coberta de pinheiros, passando por monumentos que assinalam séculos de história, e à compra de recordações do artesanato regional.

Monumento a Filopappos


A Pnice (Stoa Este e Oeste)


Dypilon (século IV a.C.)


Kallirroe (fonte século VI d.C.)


Santuário de Zeus


Santuário de Pan


Ágora do distrito de Koile e Antiga estrada da Acrópole ao Pireu


Diateichisma (muralha do século IV a. C.)


Meton´s (Relógio Solar)


Antigo Observatório Nacional


Agios Dimitrios Loumbardiaris



Ficha Técnica
Época recomendada
TODO O ANO
Idioma
GREGO E INGLÊS
Moeda
Euro
Hotel
ECONOMY HOTEL
Meios de transportes utilizados
METRO e AUTOCARRO
Aeroporto
Aeroporto Internacional “Eleftherios Venizelos”
Duração recomendada
8 dias